Especiais

  • jun202017

    Der Stürmer e a incitação ao ódio e à violência

    “Os judeus são a nossa desgraça” (Die Juden sind unser Unglück!), diz o lema na parte inferior da página de rosto do exemplar de Der Stürmer (“O Atacante”), datado de junho de 1939, pertencente ao acervo da FMA. O lema fora cunhado na década de 1880 pelo historiador nacionalista alemão e publicista político Heinrich von Treitschke.

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  • maio272017

    Arte e Desterro

    Quando convidado para falar sobre literatura e exílio em um congresso em Viena, o escritor Roberto Bolaño viu-se incomodado; o chileno carregava sentimentos controversos sobre que relações são estabelecidas entre a arte e imigração – seja ela desejosa busca por novos ares, ou forçada, a ditadura, os genocídios, a escravidão.

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  • maio162017

    A política na obra de Francisco Klinger

    O escultor Francisco Klinger Carvalho sempre usou a perda como matéria-prima; a perda da terra, pátria que se abandona simbólica e fisicamente; a perda da significação dos materiais, da árvore que vira madeira, do plástico que se molda ao fogo; e por fim, da perda voluntária que é a escolha de se trabalhar com o abstrato, fixando-o entre as tantas fronteiras que compõe sua obra.

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  • maio122017

    Impressionismo

    Como o entomólogo que com finas redes e delicadeza se dedica a captura de insetos, os artistas do movimento impressionista eram afoitos pela luz. Não a perceberiam dentro de obscuros quartos, onde raios de sol ou lamparinas atravessam em insuficientes feixes a imaginação de quem quer pintar.

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  • mar242017

    Produção feminina além do comum

    São espaços recém-abertos, a sobrancelha única, a cama onde a mulher mutilada pinta-se e coloca a cabeça no corpo de um cervo correndo livre na grama. É a grama das galerias, vernissages, da produção artística e das performances. A elaboração da linguagem artística do feminino, como citou a antropóloga Lélia Coelho Franco, não é uma tarefa simples. São anos de uma história artística construída por homens, que reservaram para a mulher dois papeis: ou era musa ou invisível.

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  • dez072016

    Farnese: caixa pulmão barroco sangue

    Anatomia do corpo de Farnese de Andrade, o fazedor de oratórios de difícil alegria: Uma caixa, sempre uma caixa, habitada pela morte. Um pulmão grotesco lotado de sangue, refém da tosse invencível. O lixo, o da praia e praça, o ‘arredondado e gasto’ pelo suor do toque. O que mais dá medo ao homem: o útero, a vagina, a mãe, o fim. Farnese esculpia, tossia, escorria o sangue, o invisível, …

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  • jan242010

    Doisneau – Uma Paris nos anos 30

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