ArtRio 2018

ArtRio 2018
27 de setembro de 2018 Mariana Barbosa

ArtRio 2018

Entre os dias 26 e 30 de setembro, a FMA participa da 8ª edição da ArtRio com um stand institucional para apresentar o acervo do colecionador Marcos Amaro.

Quatro desenhos do prestigiado Flávio de Carvalho integram o stand, possibilitando ao público a oportunidade de vislumbrar um recorte da história de um dos maiores artistas brasileiros, reconhecido pelo polêmico traje intitulado Experiência n° 3 – New Look (1956), que também estará no stand.

Reconhecido como representante do Movimento Modernista, Flávio de Carvalho fugia das regras e formas academicistas de tratar a arte. Seu objetivo era despertar reações psicológicas no público.

 

Prêmio aquisição

Durante a feira, a FMA promove o prêmio aquisição em parceria com a ArtRio – como fomento à arte contemporânea. O curador da Fundação, Ricardo Resende, seleciona a mostra coletiva AMIGO EAV 2018.2, da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, do Rio de Janeiro, para receber o prêmio. Os artistas Beatriz Milhazes, Carlito Carvalhosa, Janaina Tschäpe e Marcos Chaves integram o conjunto múltiplo curado por Bernardo Mosqueira. A renda gerada com a venda desta coleção será revertida para programas de ensino da EAV Parque Lage.

 

Conheça os artistas:

A produção de Beatriz Milhazes é composta por pinturas, gravuras, desenhos  e, mais recentemente, esculturas e instalações. O trabalho de Milhazes parte de algumas questões do modernismo. Seu trabalho também tem fortes referências ao barroco, o decorativismo, o carnaval, a arte popular brasileira, o art déco. Para essa mostra coletiva, exclusivamente, a artista desenvolveu a obra Cumarú (2018), que refere-se a uma árvore brasileira que pode chegar até 30 metros de altura e é reconhecida pelo perfume e pelas importantes propriedades medicinais de seus frutos e sementes.

 

Carlito Carvalhosa transita entre pinturas, gravuras, esculturas e instalações desenvolvidas a partir da motivação de gerar experiências inéditas e potentes. Ao longo dos anos, o artista desenvolveu estratégias para desorientar o público, gerando incômodos, desafios e novos aprendizados a partir de experiências singulares de forte apelo plástico. Múltiplo para Parque Lage (2018) mostra o volume formado pelos dedos do artista contra o molde, que, ao ser desenformado, faz alusão à imagem do palacete da Escola de Artes Visuais.

A arte de Janaina Tschäpe circula pelas pinturas, aquarelas, desenhos, fotografias, vídeos, instalações e esculturas de inspiração surrealista. Misturando densidades diversas de figuração e abstração, a artista cria obras de grande potência fantástica, objetos inspiradores, que fazem da máquina imaginativa do observador seu autor colaborador. A fotografia Dawn in Galapagos (2018) foi tirada a partir de uma expedição a partir do Arquipélago de Galápagos, em 2013, em que há uma criatura que pode ser entendida como a resposta à pergunta posta por Deleuze nos anos 50: “que seres existem nas ilhas desertas?”

Marcos Chaves faz fotografia, vídeos, objetos e instalações que refletem formas de olhar e pensar o cotidiano de uma forma singular: de forma crítica mas amorosa. Para suas fotografias, o artista caminha pelas cidades e registra situações raras formadas por encontros inusitados que acabam ganhando novos sentidos. Academia (2018) é um registro do palacete da EAV Parque Lage enquanto recebia a exposição “Academia” do mesmo artista.