Waltércio Caldas

Waltércio Caldas
19 de junho de 2018 Rafael Kamada

A primeira impressão nos diz algo sobre abstração, mas o que realmente está em jogo nesta obra de Waltércio Caldas (Rio de Janeiro, 1946) é mesmo como direcionar a percepção. O vazado e as linhas interrompidas obrigam a ver além, num exercício de exploração dos próprios limites. Essa “falta de” contrasta  com a elegância de seu trabalho, numa relação simbiótica que fortalece a obra que nos mantêm presos a ela.

O artista explora em suas obras justamente essa certeza perante a existência das coisas. Coloca nossa percepção em xeque e pede sempre mais daquilo que já pensávamos saber o suficiente.