Cildo Meireles

Cildo Meireles
19 de junho de 2018 Rafael Kamada

Assim como em outras obras da série “Descala”, Cildo Meireles (Rio de Janeiro, 1948) apropria-se de um objeto comum para aferir muitos outros significados diversos. Nós, o público, somos o gatilho responsável isso. Ao depararmo-nos com esse trabalho, particularmente, vemos dois objetos iguais com significâncias, digamos, opostas. Um deles quer nos dizer que sim, o outro nos diz não. Estão lado a lado e, embora sejam contrários, se complementam. O um sem o outro não é mais o um, é outra coisa. Uma dependência mútua e conceitual.

O artista, um dos mais respeitados da atualidade, utiliza-se de referências comuns para travar dialéticas paradoxais entre o real e o simulacro, sempre ponderando sobre as durezas da nossa realidade de maneira política, poética e metafórica.