Ana Maria Tavares

Ana Maria Tavares
19 de junho de 2018 Rafael Kamada

Parece aleatório. Parece não pertencer a este espaço. Pode-se tocar?  Os trabalhos de Ana Maria Tavares (Belo Horizonte, 1958), causam esse estranhamento. Deslocam nossa memória para situações que até então considerávamos não compatíveis com a arte. O que vemos aqui não seria mais do que um objeto de praticidade utilitária. Algo que nunca voltaríamos nossa atenção, pois nos é impessoal. Encontramos sempre por aí, de passagem nos cenários do dia a dia.

A artista utiliza-se de referencias industriais, como materiais cromáticos, e artifícios do design para causar esse deslocamento. Explora ainda o reducionismo cromático e o minimalismo, assim nosso consciente pensante, já tentando se encontrar por entre os paradoxos propostos por sua obra, não se perde ainda mais em meio as informações estéticas.