Alexandre da Cunha

Alexandre da Cunha
19 de junho de 2018 Rafael Kamada

Ao todo, são 36 caixas de isopor dispostas simetricamente como prateleiras vazias. Causam curiosidade e espanto, tamanha sua dimensão. Alexandre da Cunha (Rio de Janeiro, 1969) explora em seus trabalhos justamente esse deslocamento de objetos específicos para diferentes contextos, reprogramando-os perante nosso repertório. Ele utiliza-se de diversas referências mais familiares como o Modernismo e a cultura pop e proporciona um entendimento mais aconchegante de sua obra. Em “Amarelinho”, por exemplo, o isopor funciona como o elemento catalisador, aquele que situa o objeto no hemisfério artístico.