Adriana Varejão

Adriana Varejão
19 de junho de 2018 Rafael Kamada

De reconhecimento internacional, Adriana Varejão (Rio de Janeiro, 1964) sempre explorou a tridimensionalidade em suas pinturas. Cortes, rasgos e fissuras estão quase sempre presentes e são pontos de convergências de identidade para o público. Suas inspirações baseiam-se fortemente nas referências culturais de nosso país e suas heranças coloniais, como o barroco. Na série “Ruina e Charque”, a artista representa o choque através da leveza do azulejo azul e a viceralidade da carne exposta. Trata-se, entretanto, de ruína. Trata-se do charque. Trata-se da união dos dois numa peça única, ou seja, do sincretismo intercultural. Mais ainda: trata-se da radicalidade e violência dos processos impostos pela transposição cultural que nos foi imposta desde sempre.