Sérgio Romagnolo

Sérgio Romagnolo
14 de junho de 2018 Stefânia Sangi

Assim que se adentra a sala expositiva, percebemos primeiramente a presença de uma obra em especial. Lá está o “Fusca e o violão”, de Sérgio Romagnolo (São Paulo, 1957). Natural, azul, festivo, leve e solto. A vontade é de chegar mais perto, olhar os detalhes, tocar. O ícone Fusca está em nossa memória afetiva e pode ganhar muitas interpretações, já que representa toda uma classe (média operária) de um período inteiro (décadas de 1970, 80), além de trazer de volta o aconchego da família saindo de férias (e levando o violão a tiracolo).

Quem conhece o trabalho do artista, no entanto, saberá relacionar esta obra com o universo industrial e urbano com o qual gosta de explorar. O gestual aqui fica explícito na construção desse objeto, modelado manualmente, com detalhes mal acabados e desconfortantes. A referência ao Pop, contudo, é apontada através da representação desse produto massificado, familiar e consumível.