José Spaniol

José Spaniol
14 de junho de 2018 Stefânia Sangi

José Spaniol (São Luiz Gonzaga – RS, 1960) mexe com a nossa percepção. Resignifica os objetos com os quais trabalha atribuindo a eles elos paradoxais ópticos. Causam conforto e estranhamento. Estranhamento e conforto. No jardim, deparamo-nos com duas cadeiras de metal, mas nelas não se pode sentar, não se pode descansar. Nossos olhos, estes sim, descansam em suas duplicidades, cujos formatos esticam-se ao céu. Mas se o olhar descansa, a mente não, mantendo-se inquieta frente ao desassossego causado pelo espelhamento das peças. Suas envergaduras causam-nos uma leve vertigem e imediatamente nos tiram da posição confortável prometida pela função prática das cadeiras. Não mais as reconhecemos. São, a partir de então, incógnitas.