Henrique Oliveira

Henrique Oliveira
14 de junho de 2018 Stefânia Sangi

A superfície, até então estática na sua trivialidade, adquire vida própria nas mãos do artista Henrique Oliveira (Ourinhos, 1973). A impressão que fica é que a obra nasce vencedora de uma batalha travada com a superfície em que se encontra, ou mesmo com o próprio espaço expositivo. Da simples bidimensionalidade brotam movimentos sinuosos e agressivos, por vezes viscerais.

Sentimo-nos pequeninos próximos a obra “Xilempasto” (2010) e compelidos a atribuir forma aos movimentos cravados na madeira, que extrapola as cores. Podemos ser engolidos a qualquer momento pela força disforme que toma conta do ambiente. É isso! Fechemos os olhos e vemos!