Novas aquisições

Novas aquisições
11 de maio de 2018 Beatriz Sant'Ana

Acervo FMA adquire quatro obras consagradas na SP-Arte/2018

A SP-Arte/2018 – Festival Internacional de Arte de São Paulo – chegou em sua 14ª edição neste início de abril. Um dos principais eventos do mercado global de arte, reuniu, de 11 até 15 de abril, exposições de 131 galerias do mundo inteiro, e, também, de museus e organizações públicas e privadas no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera. Durante a extensa programação da feira, a Fundação Marcos Amaro teve a oportunidade de adquirir quatro obras relevantes de artistas consagrados para o acervo da instituição.

Confira as aquisições:

Nuno Ramos
sem título, 1987

Sem Título (1987), de Nuno Ramos, faz parte da série individual de esculturas expostas na Funarte do Rio de Janeira – que o fez vencedor da 1° bolsa Emile Eddé de Artes Plásticas. A série dá continuidade ao descontínuo. Seu estilo sempre procedeu por impasses, peças que não podem ser resolvidas. O material de base utilizado é o pó de cal, que remete à dois sentidos: candura e inconsistência, resistente a qualquer formalização. A obra adquirida tem uma estruturação forte, em que o pó ganha verticalidade.

Nuno Ramos é escultor, pintor, desenhista, cenógrafo, ensaísta e videomaker. O artista é reconhecido pela sua arte altamente crítica, onde busca incentivar reflexões de momentos históricos, marcado expressamente por pontos de virada na arte brasileira.

Nelson Leirner
Futebol, 2001

A obra Futebol (2001), de Nelson Leirner, segue o padrão do artista de questionar à população e as autoridades referentes aos contextos políticos atuais, e, também, problemas sociais enfrentados pela sociedade pós-moderna. Com humor e críticas contundentes, o artista desenvolve produções com diversas linguagens que levam o público à reflexão sobre a arte no mundo. Santinhos de gesso, brinquedos e outros objetos encontrados em lojinhas, Nelson Leirner brinca com as construções e convida quem quiser, a participar de suas obras.

Nesta obra, ao representar o espírito festivo do esporte, ele expõe santos, divindades, iemanjás, super-heróis, o Mickey e a Minnie em posição de adoração comum, um hábito frequente em partidas de futebol. Essa cena remete às tradições populares do Brasil em um comentário de apropriação cultural e a mídia globalizada.

Descala 4A , 2002
Cildo Meireles

A palavra Descala, que intitula a obra de Cildo Meireles, Descala 4A (2002), é um jogo com a palavra italiana scala, que significa tanto escada como escala. O título condensa questões conceituais da obra: desconstrução da forma inicial e a sua mudança de escala. O artista multimídia é reconhecido como um dos mais importantes artistas brasileiros, concentrando-se nas linguagens conceituais e na apropriação de objetos não-artísticos. Sua arte procura investigar propriedades sensoriais não visuais em objetos utilizados no cotidiano. Seus trabalhos não tem hierarquia de escala ou consistência de materiais.

Brígida Baltar
Venho do Mar, 2017

A obra Venho do Mar (2017), da vencedora do II Prêmio de Arte Marcos Amaro, Brígida Baltar, tem como matéria-prima o bronze e o banho de prata. O universo feminino e a intimidade doméstica são as pautas que têm forte presença nas obras da artista.