Farnese – Inquietante Beleza

Farnese – Inquietante Beleza
4 de julho de 2017 Stefânia Sangi

A partir do dia 04 de julho, às 16h30, os moradores de Salto poderão conhecer e prestigiar o trabalho do pintor, escultor, desenhista, gravador e ilustrador Farnese de Andrade. As sete obras integram o acervo da Fundação Marcos Amaro (FMA), que na ocasião irá também inaugurar o espaço expositivo da FMA na sala Giuseppe Verdi, no Museu da Cidade de Salto “Ettore Liberalesso”.

Com obras inquietantes, Farnese começou a ter prestígio após sua morte, em 1996. Destaca-se pelas assemblages, em que explora objetos atirados no mar e recolhidos por ele nas praias. O crítico de arte Olívio Tavares destaca a relação do artista com os votos, oratórios e esculturinhas religiosas. “Uma vez chegou a cortar uma valiosa imagem espanhola de Nossa Senhora do século XVII porque queria aproveitar-lhe só as nádegas num objeto”, conta.

A trajetória de Farnese de Andrade abrange temas em torno da vida e morte: a fecundação, o nascimento, a permanência. Para Olívio, a significante e mórbida obra do artista pertence à categoria “do belo terrível”.

 

Farnese de Andrade

Nascido em Minas Gerais, no ano de 1926, e falecido no Rio de Janeiro, em 1996. Em 1964, Farnese começa a criar obras com materiais descartados, coletados nas praias e nos aterros, ou adquiridos em antiquários, utilizando em suas colagens e assemblages, oratórios, gamelas, ex-votos e fotografias antigas. Artista selecionado no Salão Nacional de Arte Moderna de 1970, recebeu o prêmio de viagem ao exterior, indo morar em Barcelona até 1975.

 

 

Serviço:

Museu da Cidade de Salto “Ettore Liberalesso”
De 04 de julho a 10 de agosto
Rua José Galvão, 104, Centro
Terça-feira a domingo, de 9h às 17h